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Mudança e protagonismo

Mude e assuma o protagonismo da sua vida!



Quando vivenciamos situações de caos, somos obrigados a mudar, mas seguindo os rumos e as regras da situação. Quando tomamos a atitude de mudar, nós protagonizamos e ditamos os rumos da mudança.


Não espere o caos para mudar

"E tudo isso me mostrou, ainda com mais clareza, como nós, seres humanos, somos capazes de nos reinventar e seguir a vida quando não temos medo das mudanças".

Enquanto escrevo este artigo, minha filha mais velha tem 8 anos e está cursando o segundo ano do ensino fundamental. Há uma semana decidi deixá-la voltar às aulas presenciais depois de sete meses de isolamento. Cumprimos as restrições à risca para evitar nos contagiar com o Coronavírus.

Nossos parentes mais próximos estão há mais de 1.500 km de distância. Imagine a angústia de pensar em ficar doentes? Quanto mais, todos juntos.

Moramos em um apartamento próprio de 109m2 em um bairro privilegiado e me considero muito abençoada por essa conquista.

Contudo, como tudo na vida é relativo, a sensação, ao longo dos meses de isolamento, para minhas filhas, era a de viver em uma gaiola ou em um brinquedinho de hamster (sem tanta diversão, é claro!).

Dessa forma, depois de muito pensar e analisar a forma como a escola está atuando frente à pandemia, contrariando o que mandava inicialmente meu coração, cedi aos apelos dela e liberei o retorno.

E aqui entra a parte da história que mais me tocou. Hoje foi o primeiro dia que fui à escola. Meu esposo estava com essa função de levar e buscar. Já tinha visto vídeos e relatos, mas quando virei a direção do carro e entrei na escola meu coração gelou e meus olhos encheram de lágrimas. Em vez de muitos carros, lado a lado, dos abraços e beijos de bom dia, boa tarde, muitos cavaletes e cones delimitando o drive thru de entregar as crianças. Em vez do portão sendo aberto com um belo sorriso, um termômetro medindo a nossa temperatura. Em vez de um portão se abrindo livremente para a escola, um vaporizador para esterilizar as mochilas.

Mas, mesmo assim, a felicidade da minha filha é imensa. O prazer e o propósito estão claros nesta nova experiência pela qual ela está passando.

Ante tudo o que vivenciamos, a escola tinha duas opções: fechar as portas ou mudar.... e, ainda bem, resolveu mudar. Ainda temos sorrisos nos olhos e nas bocas por trás de máscaras e face shields e toque com luvas descartáveis.

Porém, sei que vamos sorrir sem máscaras e nos tocar novamente (pele com pele). E que daremos muito mais valor a esses gestos do que nunca. Ao menos, por um período. E creio que nossos filhos darão muito, mas muito valor ao ser humano dada a falta que sentiram do outro.

E tudo isso me mostrou, ainda com mais clareza, como nós, seres humanos, somos capazes de nos reinventar e seguir a vida quando não temos medo das mudanças. Ou, quando controlamos o medo das mudanças, pois com toda certeza, os administradores da escola tiveram muitos “e se...” antes de decidir.

O questionamento que me faço há algum tempo, e que te faço hoje é: precisamos mesmo deixar o caos acontecer para mudar?

Claro que isso não se aplica a uma pandemia. Mas vamos falar da nossa vida profissional. Existem sinais de que as coisas não vão indo bem e de que você não está feliz. Não esqueça, não estamos falando daqueles dias azedos que todos temos. Estamos falando em constantes sentimentos de desânimo, apatia, frequentes reclamações, insônias devido a incidentes do trabalho e por aí vai.

Quando vamos tomar uma atitude, assumir o leme e guiar a nossa vida profissional rumo à felicidade?

Bem... estou certa de que já assumi meu leme. E você?

Hoje sinto que tomei a decisão certa de deixar minha filha retornar às aulas presenciais e de me permitir assumir o controle da minha vida profissional. Meu coração está em paz e feliz!

Grata por dedicar a minhas palavras seus recursos mais escassos: atenção e tempo! Que você converta esse investimento em felicidade.

Enfoque-se! Sempre é tempo.





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